Reis, presidentes, governadores e pessoas importantes possuem guarda-costas, cuja missão é protegê-los. Será que Pastores e todos que trabalham na Obra do Senhor também não deveriam ter seus guarda-costas? Na bíblia encontramos uma história que aconteceu no tempo da Igreja primitiva que ilustra bem este fato. Estevão o primeiro mártir cristão, foi morto e aproximava-se a vez dos apóstolos.
O rei Herodes mandou matar com a espada Tiago irmão de João. Vendo que isso agradou aos judeus, prosseguiu prendendo a Pedro e o lançou no cárcere, entregando o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem, pois queria apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. (Atos 12.5-8).
Porém veio um anjo do Senhor e disse a Pedro: “Levanta-te depressa”! Então as cadeias caíram de suas mãos. Depois de terem passados a primeira e segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que abriu automaticamente. Chegando à rua o anjo se apartou dele e quando Pedro caiu em si, viu que o Senhor enviara um anjo para livrá-lo da mão de Herodes. Pedro resolveu ir à casa de Maria, pois sabia que ali a igreja estava orando. Quando bateu no portão e a criada Rode reconheceu sua voz, de alegria não o fez entrar. Voltou correndo para anunciar que Pedro estava junto ao portão. Quando Pedro entrou e a igreja o reconheceu mal podiam acreditar que ele foi libertado.
A Igreja em oração foi o guarda-costas de Pedro. A vida do apóstolo estava em perigo, pois se encontrava na prisão e podia ser morto. Ele precisava de guarda-costas, porém não era possível para a Igreja estar como seguranças ao seu redor para protegê-lo. Mas encontrou outra forma, uma forma segura, que era a oração intercessora. Deus ouviu a oração e Herodes não pôde fazer nada. Cristãos intercessores são guarda-costas, que dão segurança aos trabalhadores da Seara do Senhor.
Paulo teve muito êxito em seu trabalho e o Senhor estava com ele, abençoando seu ministério. Mas mesmo assim pedia em suas cartas a oração da igreja em favor dele (Efésios. 6.19). O segredo de seu sucesso na pregação do Evangelho, no ensino, na exortação e edificação da igreja, foi à oração da igreja.
Pastores e todos que trabalham na Obra do Senhor precisam de guarda-costas, que com suas orações os protegem, pois estão na fronteira da batalha, que é o lugar mais perigoso, onde constantemente satanás atira seus dardos inflamados contra eles.
Graças a Deus pelas pessoas e igrejas que protegem seus obreiros com suas orações. O Senhor ouve a oração, protege seus servos de muitos perigos e os usa com poder para entregar mensagens ungidas. Sei por experiência própria a diferença quando irmãos se reúnem para orar pelo culto e seu pastor. Também senti a diferença quando realizei trabalhos especiais em outras igrejas e grupos de irmãos estavam reunidos para orar pela campanha. Feliz os obreiros que tem guarda-costas de oração e aqueles que sustentam suas mãos como fez Arão e Hur sustentando as mãos de Moisés.
Também há aqueles que não se submetem a autoridade de seus pastores e líderes. Ao invés de orar por eles, levantam-se para difamá-los. Temos um exemplo na terceira carta de João, onde Diótrefes proferiu palavras maliciosas contra o apóstolo João. No verso 11 ele diz que não devem imitar os maus exemplos, senão o que é bom. Temos outro exemplo de Miriã e Arão que falaram contra Moisés desafiando sua autoridade.
Deus, porém não deixa de punir os que maltratam e desrespeitam seus servos. “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” (Sl. 105.15).
Precisamos de intercessores que protegem a igreja e a todos que trabalham na Seara do Senhor. Quem sabe alguém sente em organizar um grupo de oração em sua igreja para esse fim e o Senhor vai abençoar este ministério.